Breve comentário sobre o comportamento evangélico
Em 17 de novembro de 2009

Twitte este post! Comments
"Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem" (João 10.14, 27). Estava pensando em algumas situações que refletem a atual realidade do povo evangélico, e no meio dos pensamentos lembrei dessa passagem de João.

Há tantos "pastores" disputando a atenção das ovelhas que estas já não sabem mais exatamente o que seguir.
Compreenda "pastores" como "aquilo que guia espiritualmente o cristão", independente se isso for um modismo, um estilo de música ou mesmo um pastor de igreja.

Há tantas ondas bestas e babacas dentro da religião que o cristianismo torna-se vergonhosamente manchado por um capitalismo gospel. A questão não é mas seguir o Pastor, que levará as ovelhas para pastos verdejantes - claro, passando pelo vale da sobra da morte antes -, mas é correr até as pilhas de opções que tentam pastorear os crentes - não oferecendo para as ovelhinhas os pastos do Bom Pastor nem as águas tranqüilas, mas rações para deixar pêlos bonitos, balinhas com açúcar e massagem. Agora há opções: podem escolher o evangelho da prosperidade, ou o poder da unção do Leão, ou a adoração extravagante de Belo Horizonte, ou as idéias estrangeiras (já que o que vem de fora é melhor). Opções! Que maravilha!

Ovelhas burras. Há muito tempo deixaram de seguir o Pastor por ficarem dando atenção às opções de nossos dias. E não importa se prosperidade, unções diferentes e shows de louvor não estão na bíblia - seguem mesmo assim, cegamente, como se a Palavra não fosse algo em que realmente o cristão deva se embasar - ela apenas é "uma parte da verdade", não toda ela.

A única maneira de escapar disso - e assim espero que eu mesmo me comporte - é ouvir a voz conhecida e inconfundível do Pastor, que chama com amor. Ele não promete nenhum tipo de balinha, ração ou massagem, mas sim pastos verdejantes, águas tranqüilas e vales da sobra da morte. Promete presença constante, e uma eternidade à sua mesa. Qualquer coisa diferente disso irá causar indigestão eterna para qualquer ovelha.

Seguir o Pastor, e não as opções infelizes que pessoas querendo parecer mais "espirituais" criam. Seguir o Pastor, e não cair nas ondas de igrejas megalomaníacas onde os membros não se conhecem. Seguir o Pastor, e não a vergonha do povo evangélico.

Adendo: um tempo atras li um texto muito bom de Marcos Botelho. Algo na mesma linha, realmente indico. Clique aqui e confira.

RockCristão
Em 15 de novembro de 2009

Twitte este post! Comments
Pra alegrar seu domingo preguiçoso, indico um site muito bacana. Não é só sobre música, mas sobre fé e atitude também. Há colunistas maneiros, informações, notícias - e claro, muita música. Clica aí no banner pra acessar :)



Já pensou dar de cara com ele?
Em 13 de novembro de 2009

Twitte este post! 2 comentários
É sempre chocante encontrar vida quando pensamos estar sós. "Venha ver!", gritamos, "está vivo". É exatamente nesse ponto que muitos recuam - eu teria feito o mesmo se pudesse - e deixam de buscar o cristianismo. Acreditar em um "Deus impessoal" - tudo bem. Em um Deus subjetivo, fonte de toda a beleza, verdade e bondade, que vive na mente das pessoas - melhor ainda. Em alguma energia gerada pela interação entre as pessoas, em algum poder avassalador que podemos deixar fluir - o ideal. Mas sentir o próprio Deus, vivo, puxando do outro lado da corda, aproximando-se em uma velocidade infinita, o caçador, rei, marido - é outra coisa. Há um momento em que as crianças que estão brincando de polícia e ladrão, de repente, ficam quietas e uma sussurra no ouvido da outra: "Você ouviu aqueles passos no corredor?". Chega uma hora em que as pessoas que ficam brincando com a religião ("a famosa busca do homem por Deus"), de repente, voltam atrás: "Já pensou se nós o encontrássemos mesmo? Não é essa a nossa intenção! E, o pior de tudo, já pensou se ele nos achasse?".

- de Milagres, de C. S. Lewis.

Podcast JV #15
Em 12 de novembro de 2009

Twitte este post! Comments


A busca pelo corpo perfeito. O anseio para não ser diferente e aceito pelo demais. O estereotipo que nos domina. A compulsão pela perfeição que vira doença e pode até matar!



Download Alta
Download Baixa
Duração: 1:26:33
Data:10/11/2009

A idéia do vídeo (8)
Em 11 de novembro de 2009

Twitte este post! Comments


Use bem os presentes e talentos que Deus dá para você. Usá-los de maneira inadequada (ou até não usá-los) pode fazer você perdê-los - pior, pode fazer você perder a própria eternidade. Lembra da parábola dos talentos (Mateus 25.14 a 30)? Quem é fiel no pouco, sobre o muito será posto.

Como contar até 100
Em 10 de novembro de 2009

Twitte este post! Comments
A menina estava sentada no colo da mãe olhando a paisagem de concreto de uma das ruas da periferia de Curitiba. Ao mesmo tempo, contava - nada de especial para ser contado, apenas contava os próprios números. Pelo jeito havia aprendido a "lógica" da contagem pouco tempo atrás. E ela se esforçava:
- 57... 58... 59... 50!
- 60, filinha - corrigia a mãe. - Depois do 5 vem o 6, e depois dos "cinqüentas" vem os "sessentas".
- Ah, tá... 61... 62... 63... - e a mãe contava alguns números junto com a menina, na tentativa de incentivá-la. E quando a mãe parava, a menina continuava:
- 68... 69... 50!
O erro era o mesmo, e a mãe lhe corrigia com amor.

Desembarquei do ônibus quando estavam em 117. Lembrei-me da minha época de criança quando tentava contar, e sempre que chegava em 39 acabava voltando para o 30. E só percebia quando estava de novo no 39, pensando "opa, eu já estive aqui antes". E realmente me lembro até hoje o dia que consegui chegar até os 100 sozinho - que maravilha! Acho que não era uma questão de "não saber contar" ou "não perceber que caia novamente no mesmo lugar". Acredito que o problema era simplesmente a inexperiência motora do cérebro em fazer a contagem. Eu sabia onde estava, sabia para onde queria ir - mas não conseguia chegar lá, até que a cognição neurológica foi feita e enfim tudo se resolveu. E na cena do ônibus percebi que eu não fui a única criança no mundo que um dia passou por essa dificuldade.

Creio que de algum modo devam existir "cognições espirituais". Não gosto do termo "espiritual" por que sempre faz parecer um lance meio zen, um tanto místico, que apenas se refere a alguns momentos do dia em que você se desliga de tudo para pensar na sua alma. Na verdade, quando falo de algo "espiritual" me refiro completamente àquilo que diz respeito ao relacionamento com Deus, em todas as circustâncias do seu dia - inclusive nos momentos em que você não está pensando em coisas espirituais. "Espiritualidade" não é uma parte, mas toda a sua vida que buca parecer-se cada vez mais com Cristo. Ainda é mais que isso, mas não vou me ater a alguma definição maior agora.

Enfim, as "cognições espirituais" nos ajudam a compreender, interpretar e praticar a vontade de Deus e Sua palavra. Há muitas coisas do Reino de Deus que eu não compreendo perfeitamente, e tateio em busca de algum meio de interpretar e responder dúvidas. Há partes da Bíblia que eu não vejo grandes ensinamentos ou aplicações práticas, há questões sobre Cristo que não consigo resolver.

Nesses momentos pareço uma criança, que tenta compreender sobre Deus mas em algum momento acha uma brecha cognitiva e não consegue chegar ao lugar desejado nos seus pensamentos. Burro eu seria se simplesmente tentasse continuamente chegar a conclusões, sem dar ouvidos à nenhum tipo de instrução - como alguém que tenta atravessar uma porta fechada, e fica correndo em direção a ela, esborrachando-se toda vez, enquanto há alguém com a chave ao lado da porta e que poderia abri-la se eu pedisse.

Exatamente nesse ponto que vejo a importância do discipulado. A menina era instruida pela mãe. Cristãos novos são instruidos por cristãos maduros. E mesmo cristãos maduros devem ser instruidos por cristãos mais velhos. "Discipulado" são pessoas mais instruidas auxiliando pessoas menos experientes a formarem suas cognições. E aqueles que se recusam a serem discipulados são os que trombam na porta trancada. Um dia talvez consigam cruzá-la, mas levará muito mais tempo.

O mais magnífico é que no Reino de Deus nunca há um final, onde todas as cognições tenham sido feitas e não haja mais necessidade do discipulado ou da instrução. E é por isso que quanto mais se sabe e compreende, maior é o anseio e a expectativa pelo dia em que o próprio Deus reunirá a todos - sábios e inexperientes - e lhes dirá tudo, para que enfim todas as coisas possam ser compreendidas e todas as cognições estejam consumadas. Haverá um dia em que Deus nos ajudará a contar até 100.