A idéia do vídeo (11)
Em 13 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments


Confiar em Deus e obedecê-lo pode ser extremamente desconfortável em alguns momentos. Você está lá, vivendo tranqüilamente, com tudo sob controle na sua imaginação, sabendo onde está e para onde vai. De repente, algo tira o seu chão, tira seu norte e te coloca numa situação onde não há como sair sozinho - e é exatamente nesse momento que Ele pode cumprir plenamente a Sua vontade e dirigir você nos caminhos que Ele deseja. Isso é necessário para que Ele realmente seja ouvido; afinal, ninguém que está "confortável" deseja ter seu rumo mudado - só mesmo um baque violento para que haja o despertar e a mudança.

O consolo é que o mesmo Deus que dá o baque também segura na queda. Ele pode até jogar uma bola de demolição, mas nunca permitirá que você se machuque com isso. A dor sentida é causada muito mais pela falta de fundamento e pela transformação causada do que pelo impacto em si.

Da próxima vez que Deus quiser mudar seu rumo, você sabe que há duas opções: ficar sentindo dor pela mudança e se tornar amargo por causa disso, ou perceber que o impacto é apenas necessário para que você perceba tudo o que Ele tem desejado para você. Ou você padece no lamento, ou caminha para a eternidade.

Sobre pressa e oração
Em 11 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments
Nos três últimos dias estive numa correria absurda em meio a coisas de faculdade, acampamento e casamento. Nem vi essa semana passar. E tudo indica que as coisas vão continuar desse jeito no final de semana. Isso me fez lembrar duas coisas a respeito da oração.

A primeira é um lance que Lutero sempre dizia: "hoje tenho muitas coisas para fazer, por isso vou orar mais". Parece ilógico, mas o tempo investido com oração e devoção nunca é perdido - o realcionamento com Deus não "gasta" seu tempo, mas ajuda você nas prioridades. E eu reconheço que não tenho orado o suficiente nos dias extremamente agitados.

Segunda (resultante da primeira), uma frase de John Bunyon: "Quando você orar, é melhor que teu coração fique sem palavras, se tuas palavras não vierem do coração". Em complemento ao ditado de Lutero, realmente mais vale 5 minutos de quietude (sem palavra nenhuma) na presença de Deus do que tentar usar 24 horas em prol das atividades humanas e terrenas que tanto consomem nosso tempo - não que as 24 horas não sejam úteis, mas elas vão render muito mais se você colocá-las diante Daquele que as criou. Pense nisso!

Sujeição ao Reino
Em 9 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments
O súdito deve seguir seu Rei. E a implicação fundamental para isso é a autonegação e o compromisso para com o Senhor e Seu Reino. É necessário seguir a Cristo e ser discipulado por ele, ser submisso à Sua vontade e às suas instruções - mesmo quando o restante do mundo perturba e vem contra a fé.

Olhar para o Reino e estar próximo dele diariamente não faz de ninguém um súdito. Fraquejar sob qualquer ameaça ou desobedecer ao Rei se assemelha completamente a traição. Tanto os que vêem o reino diariamente quanto os traidores não fazem parte do Reino, assim como os que se deixam derrubar pelo mundo também não fazem. A fé é a porta de entrada, mas a permanência depende da obediência. Negligenciar o ensino de Cristo e ter isso como algo leviano é, de fato, insubordinação e traição; é tolice. E todo o que viver assim será banido quando o Reino for completamente instaurado, e não haverá volta. Por isso, no Reino não há espaço para o orgulho ou para o hedonismo - aqueles que não "buscam o Reino em primeiro lugar" fatalmente se vendem, e inevitavelmente são excluidos.

Cristo: só um mestre da moral?
Em 8 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments
Estou procurando evitar que se diga a coisa mais tola que muita gente diz por aí a respeito de Cristo: "Estou pronto para aceitar que Jesus foi um grande mestre de moral, mas não aceito sua prerrogativa de ser Deus". Eis aí precisamente o que não podemos dizer. Um homem que fosse só homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral: ou seria um lunático (em pé de igualdade com quem diz ser um ovo cozido) ou então seria o demônio. Cada um de nós tem de optar por uma das alternativas possíveis. Ou este homem era, e é, Filho de Deus ou então foi um louco, ou algo pior. Podemos contra-argumentá-lo tachando-o de louvo, ou cuspir nele e matá-lo como um demônio; ou podemos cair a seus pés e chamalo de Senhor e Deus. Mas não venhamos com nenhuma bobagem paternalista sobre ser Ele um grande mestre humano. Ele não nos deu esta escolha. Nem nunca pretendeu.

- de Cristianismo puro e simples, de C. S. Lewis.

Acabando com seu domingo
Em 6 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments
Eis aí mais um passatempo de final de semana pra você. E se quiser um comparativo espiritual pra ficar pensando enquanto joga, você tem três opções:

1 - Lembre que "pecar" significa "errar o alvo".
2 - Uma das missões do cristão é apresentar salvação e vida às pessoas, e não deixá-las morrer.
3 - Quanto mais você pratica para isso, mais habilidade terá.

Bom domingo pra todo mundo!


A idéia do vídeo (10)
Em 5 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments



Nessas épocas que antecedem o Natal, quando o comércio ferve e as atenções se voltam mais para os presentes e para o "Bom Velhinho" do que para o motivo real da alegria, sempre lembro o que minha namorada noiva futura esposa diz com uma ironia genial: "O Papai Noel nada mais é do que o palhaço da festa de aniversário de Jesus". Sim, seja feliz com seus amigos e familiares. Mas nunca deixe o astro principal da festa ser ofuscado por um palhaço em todos os sentidos. Maiores comentários são dispensaveis.

O que as igrejas andam ensinando?
Em 4 de dezembro de 2009

Twitte este post! Comments
Hoje vi um texto que fala sobre bizarrices que as igrejas têm ensinado para seus membros. Me fez lembrar de diversas situações onde visitei igrejas e presenciei besteiras e porcarias sendo ditas do altar em nome de Deus. E às vezes não é necessário nem ir a alguma igreja pra ver isso - basta ligar a TV em casa que um bom número dos programas evangélicos pra crente que não quer ir pra igreja e acha que pode viver sozinho canais religiosos já fala asneiras suficientes para semanas de tristeza de qualquer um que realmente lê a Bíblia.

Lembro de uma situação recente numa vila carente da minha cidade. Estávamos distribuindo panfletos de convite para uma tenda que nossa igreja montou no bairro, e ali haveria programas sociais durante as tardes e cultos à noite durante toda a semana. Eu entreguei o convite para um rapaz de uns 14 anos que, numa tarde quente de sábado, estava na varanda da casa vestido com terno e sapatos. Achei estranho um rapaz tão novo vestido assim para ficar em casa vendo os irmãos brincarem no jardim, ainda mais num calor como estava. Quando ele viu o convite, correu pra dentro de casa e, em questão de segundos, voltou com uma Bíblia. Então me explicou tudo o que sabia sobre costumes do povo de Israel quando saiu do Egito, fez uma ligação incompreensível com textos de João e de Paulo, e ligou todos os símbolos de Israel com explicações completamente deturpadas e descontextualizadas, todas embasadas no livro do Apocalipse. Saí tonto. Nas entrelinhas, o guri deixou escapar que estava freqüentando um curso bíblico que sua igreja (que ficava bem longe do bairro) estava dando aos domingos. Era esse curso que tinha ensinado tudo sobre Bíblia pra ele - e também que deveria usar terno, independente de qualquer coisa.

Há inúmeras questões que igrejas e pastores têm negligenciado atualmente. Levanto algumas:
1) A formação dos seus líderes: em muitas igrejas, para ser pastor só é necessário disposição. O estudo é uma porcaria que só faz perder tempo - o que importa não é a qualidade das pregações, nem se elas estão de acordo com a Bíblia; o que importa é quão alto o pregador consegue gritar.
2) O culto racional: em primeiro lugar, quando vamos ao culto devemos cultuar a Deus, e não só receber sua graça. Em segundo lugar, 1 Coríntios fala que o culto deve ser organizado, e não uma baderna onde todo mundo fica só gritando, falando e línguas e pulando - sim, são ótimas expressões de louvor, mas não quando as pessoas fazem isso achando prepotentemente que estão cheias do Espírito. E em terceiro lugar, a Bíblia fala em Romanos que nosso culto (tanto o da vida diária quando o da igreja) deve ser racional, ou seja, nada do que é feito deve acontecer sem que haja compreensão, raciocínio e cognição lógica dos motivos e objetivos.
3) A questão bíblica: muitos pastores acham que podem pregar coisas diferentes do que há na Palavra de Deus. Dizem ter revelação do Espírito para fazer e falar coisas que vão contra a Bíblia. De vez em quanto até conseguem, de algum modo, achar uma base bíblica sem contexto que dê uma meia-fundamentação esfarrapada para suas idéias hereges e mirabolantes. Aí, coisas como essa acontecem.
4) A falta de submissão: se as igrejas e pastores soubessem submeter-se, situações inconvenientes teriam possibilidades de serem resolvidas. A questão é que não há nem submissão à Bíblia e nem uns aos outros. Se um pastor quer conversar sobre algo que viu errado na vida do outro pastor, logo há uma briga de proporções gigantes dentro da igreja, seguida por um racha na comunidade e a frustração de alguns membros. A submissão permite servos caminharem juntos, edificando e corrigindo uns aos outros, e não desejando sempre mostrar "quem é melhor".

Enfim, há muitos outros pontos que também são deixados de lado. Tenho pena dos evangélicos de coração sincero que são liderados por guias cegos. Tenho pena, inclusive, dos guias cegos, por que esses têm possibilidade de serem bons líderes, mas não buscam melhora por que não querem - e então, no dia do juízo, perceberão suas falhas e negligências miseráveis.

Não há igrejas perfeitas, e nem a minha igreja é. E também não nos é exigido perfeição - apenas excelência. Excelência é fazer tudo da melhor maneira possível. E "a melhor maneira possível", dentro das igrejas, é uma fundamentação bíblica adequada, verdadeira e correta. A melhor maneira possível é ter uma liderança que fala da Palavra de Deus, e não tenta inventá-la. A melhor maneira possível é a vivência da humildade, tanto dos membros, quanto dos líderes e dos cultos - não pastores-show que conseguem gritar alto e ensurdecer "pelo Espírito" os seus fiéis, nem cultos que buscam apenas luzes e grandes bandas. Deus tenha misericórdia dos crentes, dos líderes e de suas igrejas.

O texto que li hoje é de um colunista da Revista Ultimato. Ele escreve no estilo de C. S. Lewis em "Cartas de um Diabo a seu Aprendiz", onde um diabo experiente educa um novato. Claro, acho que tentar copiar C. S. Lewis não foi uma boa idéia - afinal, Lewis usa o recurso com mais categoria -, mas o texto vale a pena. Clique aqui para ler.